Administração (de divindades) por Resultados.
https://genizah-virtual.blogspot.com/2010/02/administracao-de-divindades-por.html

Ielton Isorro
O mundo e a época em que vivemos são orientados por resultados. Muito pouco se faz não pensando no binômio “plantar e colher”. E esse “colher” é calculado de acordo com o “plantar”. Planta-se trabalho esperando salário, amor por mais amor, amizade em busca de mais amizade, carinho aguardando carinho, atenção esperando atenção. É uma realidade calculável de ação e reação. Tal interpretação da realidade transfere-se para a espiritualidade das religiões carmicas ou não. Na visão evangélica não tem sido diferente. O relacionamento com Deus, estimulado pela interpretação que a igreja tem da Palavra, também, está contaminado com esse pensamento do “toma-lá-dá-cá”. Interpreta-se um Deus que para ser Deus está condicionado a uma série de ações nossas, inclusive, com reações plenamente calculadas pelos seus seguidores. Um Deus plenamente previsível e calculável.
Assim, os discursos vão ficando prontos. “É impossível Deus não abençoar se você fizer isso, ou aquilo”; “Deus fez isso porque fulano fez aquilo”; “Se você fizer isso, com certeza, Deus fará aquilo” ou ainda o absurdo “se Deus não fizer isso eu rasgo a minha Bíblia”. Tudo com fé, é claro, pois planta-se fé e espera-se colher resultados. Não que a fé não traga resultados, é claro que traz! Porém não são os que esperamos ou determinamos, más os que Deus determina e que certamente são melhores do que poderíamos calcular.
No texto de Lucas 5:23 Jesus dirige-se aos escribas e fariseus, que escandalizaram-se por ele ter afirmado ao paralítico “Homem, os teus pecados te são perdoados” e faz a intrigante pergunta: “Qual é mais fácil? dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda?” Não é necessário discorrer aqui sobre os motivos daquele grupo ter se escandalizado. Eles na reconheciam quem Jesus era e pronto. Más vale a pena transportarmos essa cena para os dias de hoje e imaginarmos um desses curandeiros evangélicos levando o paralítico a Jesus. Certamente eles diriam “Ufa! Ainda bem que teve a segunda parte, já pensou se ele não honra-se a nossa fé e só perdoasse os pecados do indivíduo o que é que iríamos mostrar na TV?”
Essa é a realidade que a igreja prega nos dias de hoje, resultados imediatos, prosperidade, benção, milagres.
Perdão de pecados e salvação é muito pouco, pra essa gente, e não tem atrativo nenhum, pois as “necessidades” são muito maiores.
A platéia pede mais sinais de que Deus é Deus mesmo e tem muito “homem de Deus” e “mulher de Deus” prontos a pressioná-lo a fazer isso, com jejuns, campanhas, orações, desafios e mais uma outra porção de ferramentas que são manipuladas com essa finalidade. Nessa maré vão os tolos e os espertos.
Tratam Deus como os profetas de Baal tratavam seu deus (I Reis 18:26-29). O mais terrível é que quando Deus, por sua bondade sem fim, faz os milagres, essa turma afirma que ele o fez como resultados de suas ações de “fé” e de seus “atos proféticos”, não porque Ele é bom e quer abençoar. E por isso realimentam essas práticas, pois como está dando certo, para que Ele faça ainda mais, “quanto mais fizermos, mais ele fará” e encaram esses resultados como mérito da fé e não como graça irrestrita de Deus.
O maior produto da fé, que nos foi dada gratuitamente, é a salvação operada pelo sacrifício da Cruz e conseqüentemente o perdão dos nossos pecados. A falta de contentamento, a ganância e a busca da satisfação dos nossos prazeres querem nos impulsionar a fazer com que utilizemos a nossa fé para direcionar Deus, com seu poder, a satisfazer-nos. Agrava-se mais ainda o quadro, quando alguém que se diz constituído por Deus distorce o texto bíblico para afirmar que isso é possível, afinal está escrito “Tudo o que pedir-des ao Pai em meu nome, crendo, será feito.” Não consideram, os incautos, que há uma série de condições impostas por Deus para que isso aconteça. Deus não se coloca a serviço da fé que Ele me deu. É ao contrário! Eu é que me coloco a serviço dessa fé, que produz em mim transformação e por conseqüência no mundo ao meu redor. (Tiago 2:17)
Assim, os discursos vão ficando prontos. “É impossível Deus não abençoar se você fizer isso, ou aquilo”; “Deus fez isso porque fulano fez aquilo”; “Se você fizer isso, com certeza, Deus fará aquilo” ou ainda o absurdo “se Deus não fizer isso eu rasgo a minha Bíblia”. Tudo com fé, é claro, pois planta-se fé e espera-se colher resultados. Não que a fé não traga resultados, é claro que traz! Porém não são os que esperamos ou determinamos, más os que Deus determina e que certamente são melhores do que poderíamos calcular.
No texto de Lucas 5:23 Jesus dirige-se aos escribas e fariseus, que escandalizaram-se por ele ter afirmado ao paralítico “Homem, os teus pecados te são perdoados” e faz a intrigante pergunta: “Qual é mais fácil? dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda?” Não é necessário discorrer aqui sobre os motivos daquele grupo ter se escandalizado. Eles na reconheciam quem Jesus era e pronto. Más vale a pena transportarmos essa cena para os dias de hoje e imaginarmos um desses curandeiros evangélicos levando o paralítico a Jesus. Certamente eles diriam “Ufa! Ainda bem que teve a segunda parte, já pensou se ele não honra-se a nossa fé e só perdoasse os pecados do indivíduo o que é que iríamos mostrar na TV?”
Essa é a realidade que a igreja prega nos dias de hoje, resultados imediatos, prosperidade, benção, milagres.
Perdão de pecados e salvação é muito pouco, pra essa gente, e não tem atrativo nenhum, pois as “necessidades” são muito maiores.
A platéia pede mais sinais de que Deus é Deus mesmo e tem muito “homem de Deus” e “mulher de Deus” prontos a pressioná-lo a fazer isso, com jejuns, campanhas, orações, desafios e mais uma outra porção de ferramentas que são manipuladas com essa finalidade. Nessa maré vão os tolos e os espertos.
Tratam Deus como os profetas de Baal tratavam seu deus (I Reis 18:26-29). O mais terrível é que quando Deus, por sua bondade sem fim, faz os milagres, essa turma afirma que ele o fez como resultados de suas ações de “fé” e de seus “atos proféticos”, não porque Ele é bom e quer abençoar. E por isso realimentam essas práticas, pois como está dando certo, para que Ele faça ainda mais, “quanto mais fizermos, mais ele fará” e encaram esses resultados como mérito da fé e não como graça irrestrita de Deus.
O maior produto da fé, que nos foi dada gratuitamente, é a salvação operada pelo sacrifício da Cruz e conseqüentemente o perdão dos nossos pecados. A falta de contentamento, a ganância e a busca da satisfação dos nossos prazeres querem nos impulsionar a fazer com que utilizemos a nossa fé para direcionar Deus, com seu poder, a satisfazer-nos. Agrava-se mais ainda o quadro, quando alguém que se diz constituído por Deus distorce o texto bíblico para afirmar que isso é possível, afinal está escrito “Tudo o que pedir-des ao Pai em meu nome, crendo, será feito.” Não consideram, os incautos, que há uma série de condições impostas por Deus para que isso aconteça. Deus não se coloca a serviço da fé que Ele me deu. É ao contrário! Eu é que me coloco a serviço dessa fé, que produz em mim transformação e por conseqüência no mundo ao meu redor. (Tiago 2:17)
Publicado em Clamando no Deserto e divulgado por Genizah
Nota: Título alterado por Danilo Fernandes do original Qual é mais fácil? dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda?

Exatamente o que penso. Pergunto a essa turma defensora dessas campanhas de qualquer coisa que seja se Jesus planejou algum jejum (com antecedencia) quando foi levado ao deserto pelo Espirito Santo para ser tentado pelo diabo?
ResponderExcluirBiblicamente vejo apenas como consequencia do fato em si, não tendo sido planejado e apenas o fato é citado pelo evangelista Mateus mostrando que Jesus não se alimentou naqueles dias.
Hoje se espiritualiza essa passagem e colocam o jejum como carro chefe ou locomotiva do trem de carga, dizendo haver poderes mágicos nessa pratica. Então os fariseus eram estremamente poderosos?